Lasioderma, o pesadelo dos Charutos!

Aqui vai uma explicação sobre o terror de quem degusta charutos, a “Lasioderma”

Não há nada que assuste mais o amante de charutos que o nome lasioderma Serricorne. A lasioderma, ou bicho do tabaco como é mais conhecido, é um pequeno inseto que come o tabaco provocando pequenos furos que muitas vezes podem arruinar o charuto, fazendo com que ele pareça um verdadeiro queijo suíço.

A ova do lasioderma está presente em muitos alimentos e também no tabaco. Estas ovas tem a tendência de eclodir a temperaturas superiores a 23º C e quando a umidade do ar está mais alta, ou seja, uma condição bem típica do clima do nosso país.

Lasioderma_serricorne51

Nenhum charuto está livre de conter estas ovas, mas os charutos premium passam por um tratamento de resfriamento e armazenamento que vão evitar ou inibir o aparecimento desta praga. O grande perigo está no tabaco falso. Devido ao charuto ser um produto de valor agregado, o numero de falsificações tem aumentado a cada ano e, na maioria das vezes, passa facilmente pelo charuto original aos olhos dos consumidores.

Como os charutos falsos são produzidos com menos cuidado e com matéria prima de baixa qualidade, a frequência de aparecimento da lasioderma é bem maior. Outro perigo ainda maior é que muitos dos falsificadores, para evitar o aparecimento destes pequenos besouros, aplicam remédios para matar barata e outras pragas na folha do tabaco o que consiste em uma verdadeira ameaça à vida dos apreciadores de charuto.

Dos quatro estágios de desenvolvimento do inseto (ova, larva, “pupa” e adulto) a larva é o mais devastador deles. Eclodindo das ovas em aproximadamente 10 dias após a temperatura iniciar o processo de nascimento, as larvas vivem e se alimentam do charuto por um período de 5 a 10 semanas.

As larvas comem o tabaco fazendo vários canais e furos no charuto que se parecerão mais com uma flauta que com um charuto ao final deste período. A larva então se transforma em “pupa” e depois em adulto. Infelizmente quando se transformam em adultos e saem dos charutos, a maior parte do dano já está feita. O lasioderma adulto tem entre dois e três milímetros de comprimento e possui uma coloração marrom avermelhada se parecendo com um pequeno besouro.

Apesar do futuro não se nada animador para quem enfrenta o problema com os bichos em seu umidor, ainda há uma esperança de salvar os charutos, basta seguir estes quatro passos:

1. Identifique e isole os charutos contaminados. Retire todos os charutos de seu umidor e faça uma cuidadosa inspeção em todos os charutos da caixa. A lasioderma come o tabaco, os celophanes e até mesmo as lâminas de cedro, portanto este cuidado é fundamental. Na dúvida da contaminação, separe o charuto. Uma boa dica é pegar o charuto com o pé (parte aberta do charuto) virada para baixo em uma superfície clara e fazer movimentos circulares pelo “corpo” do charuto. Se a superfície ficar com muito farelo do tabaco, existem boas chances do charuto estar contaminado.

2. Separe os charutos contaminados e coloque-os dentro de uma bolsa plástica com lacres, tipo ziplocks, ou caixas. Deixe os charutos por 3 dias na geladeira, 3 dias no congelador e depois novamente 3 dias na geladeira. Temperaturas abaixo de -16º C destroem as ovas e matam as larvas. Os dias na geladeira antes e depois o congelamento servem para fazer uma transição menos extrema de temperaturas nos charutos, visto que esta iguaria também é frágil e sensível à estas mudanças.

3. Após estes passos os charutos podem ser recolocados no umidor.

4. Evite ao máximo expor os charutos à temperaturas superiores a 23º C.
Outra dica importante é conferir seu umidor com frequência. Este hábito permite um controle mais adequado da temperatura e umidade dos charutos, além da rápida identificação de qualquer problema nos mesmos.

 

Fonte: habanosangola/

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